Estratégia

SEFAZ-AL: como estudar nos dois meses antes da prova

SEFAZ-AL: como estudar nos dois meses antes da prova objetiva de 20 de dezembro de 2026, com base no peso de cada disciplina e nas notas mínimas do edital do Cebraspe.

Por Prof. Sérgio Furtado··leitura de 7 min

A prova objetiva da SEFAZ-AL está prevista para 20 de dezembro de 2026, em Maceió, e a discursiva para 10 de janeiro de 2027. Da semana desta publicação até a objetiva são nove semanas, pouco mais de dois meses.

Pessoal, esse prazo é curto para estudar as 16 disciplinas do zero e suficiente para ganhar pontos onde o edital concentra itens. O plano abaixo parte só do que está no Edital nº 1, SEFAZ/AL, de 24 de agosto de 2026, executado pelo Cebraspe.

Como é a prova da SEFAZ-AL?

São duas provas objetivas no mesmo dia, à tarde, com duração total de 4 horas e 30 minutos (item 7.2), e uma prova discursiva em outra data.

ProvaDisciplinas e número de itensTotal
P1, conhecimentos básicosMatemática Financeira (5), Direito Constitucional (5), Direito Administrativo (5), Contabilidade Geral (5), Direito Tributário (10), Estatística e Probabilidade (10), Contabilidade Pública (10), Economia (10)60 itens
P2, conhecimentos específicosFinanças Públicas (10), Legislação Tributária Estadual (10), Inteligência Artificial (10), Desenvolvimento de Sistemas (10), Infraestrutura de TIC e Segurança da Informação (10), Reforma Tributária (15), Auditoria Fiscal (15), Ciência de Dados (20)100 itens
P3, discursivaquatro questões de 10 pontos sobre ciência de dados, auditoria fiscal, finanças públicas e reforma tributária, com até 30 linhas cada (item 9.1)40 pontos

Qual o peso de cada disciplina?

O edital não define peso por disciplina. Pelo item 8.11.2, cada item da P1 vale 60 ÷ (60 - np1) ponto e cada item da P2 vale 100 ÷ (100 - np2) ponto, em que np1 e np2 são os itens com gabarito alterado. Sem alteração, cada item vale 1 ponto, e o item errado desconta o mesmo valor.

Na prática, o peso de uma disciplina é o número de itens que ela tem. Quatro disciplinas somam 60 dos 160 itens objetivos: Ciência de Dados (20), Reforma Tributária (15), Auditoria Fiscal (15) e Finanças Públicas (10). As mesmas quatro são os temas da discursiva.

Como dividir os dois meses?

1. Semanas 1 a 4: ataque os itens que mais pesam

De 19 de outubro a 15 de novembro, coloque a maior parte das horas na P2. Comece por Reforma Tributária e Auditoria Fiscal, que somam 30 itens e são temas da discursiva. Em Reforma, o conteúdo programático lista a EC 132/2023, a LC 214/2025, a LC 227/2026 e o Regulamento do IBS (Resolução CGIBS nº 6/2026, alterada pela Resolução nº 13/2026).

Em Auditoria Fiscal, o edital pede SPED, manuais da NF-e, do CT-e e do MDF-e, o Guia Prático da EFD ICMS/IPI e o cruzamento entre documentos fiscais e escrituração. Estude com a versão citada no edital (por exemplo, MOC versão 7.0 da NF-e).

Mantenha questões diárias de P1, sem deixar nenhuma disciplina parada mais de uma semana.

2. Semanas 5 a 8: legislação estadual e revisão ativa

De 16 de novembro a 13 de dezembro, feche Legislação Tributária Estadual. O edital cobra cinco leis: a Lei nº 5.900/1996 (ICMS), a Lei nº 6.555/2004 (IPVA), a Lei nº 5.077/1989 (ITCD), a Lei nº 6.771/2006 (Processo Administrativo Tributário) e a Lei nº 8.085/2018 (Programa Contribuinte Arretado). São 10 itens de leitura da lei seca, com retorno rápido para quem lê o texto literal.

No mesmo período, troque leitura nova por revisão com questões. Registre cada erro e volte nele no fim da semana. O método está no post Caderno de erros para concursos fiscais: como montar e usar na revisão.

3. Última semana: simulado e controle de risco

De 14 a 19 de dezembro, faça um simulado completo de 160 itens no tempo da prova, à tarde, como no dia 20. Confira se você passa com folga nos mínimos de cada prova. Use o resto da semana para revisar o caderno de erros e a lei seca, sem conteúdo novo.

E a discursiva de 10 de janeiro?

São três semanas entre a objetiva e a discursiva, e o resultado das objetivas só sai depois. Por isso, comece agora: uma resposta de até 30 linhas por semana, alternando os quatro temas do item 9.1, já serve de treino.

Só tem a discursiva corrigida quem estiver entre os aprovados nas objetivas, no limite do item 8.11.6: 375 candidatos da ampla concorrência, 25 com deficiência e 100 pretos, pardos, indígenas e quilombolas, respeitados os empates. A aprovação na discursiva exige nota igual ou superior a 20 dos 40 pontos (item 9.7.6). O Edital nº 2, de 18 de setembro, incluiu um subitem nos critérios de correção: leia a versão atualizada na página do Cebraspe.

A nota final no concurso é a soma das objetivas com a discursiva (item 11.1).

Perguntas frequentes

Ainda dá tempo de se inscrever na SEFAZ-AL?

Sim, até as 18 horas de 21 de outubro de 2026 (horário de Brasília), com pagamento da taxa até 23 de outubro, conforme o cronograma do edital.

Quantas vagas tem o concurso?

São 40 vagas imediatas e 60 de cadastro de reserva, 100 no total (item 4.1). O resumo completo está no post Concurso SEFAZ-AL: edital publicado com 100 vagas para Auditor Fiscal.

Vale estudar todas as 16 disciplinas?

Vale manter contato com todas, porque existe nota mínima por prova. O que muda é a distribuição das horas: mais tempo para quem tem mais itens.

Considerações finais

Abra hoje o conteúdo programático do edital, marque o que você já domina em cada disciplina da P2 e distribua as nove semanas a partir daí. Para Legislação Tributária Estadual, o material Legislação Tributária SEFAZ-AL do Esquematiza Aí organiza as leis estaduais cobradas no edital para a revisão dessas semanas.

Informações conferidas nas fontes citadas e atualizadas em 20 de outubro de 2026.

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